DROGAS: POR QUE TEMER?


Além da inflação, o pagamento de contas no fim do mês e mais outras peculiaridades do cotidiano, uma das maiores preocupações dos pais de filhos adolescentes, são as drogas.

O mundo é perigoso, as tentações são as mais diversas e esta lá: nosso filho a mercê dos grandes monstros da civilização moderna.
Psicoestimulantes (atuam no cérebro potencializando as funções motoras e cognitivas como a cocaína, cafeína, nicotina, anfetaminas e o “ecstazy”); alucinógenos/perturbadores (perturbam a percepção e processamento de informações como o LSD, a maconha e chá de cogumelo); depressores (atuam no cérebro reduzindo os níveis de ansiedade e inibindo certas funções nervosas como o álcool, ansiolíticos etc).
E a pergunta é: Porque afinal nos “drogamos”, mesmo sabendo que essas substancias podem, quando abusadas, nos fazer mal e, mesmo sendo ilegais, as utilizamos?
A maioria das drogas de abuso, como são chamadas, atuam em uma região cerebral denominada pelos cientistas de “circuito de recompensa dopaminérgico”. Não pare de ler, por favor, tentarei explicar. Para entendermos este sistema cerebral, precisamos entender que diabos é o “prazer”.

Para que serve o prazer que sentimos? Ora, temos prazer realizando coisas que de alguma forma nos fazem bem, por exemplo, fazendo sexo e realizando uma bela refeição. Sem sexo a espécie humana não deixa descendentes, e sem comida não há energia para nada. Então a natureza foi sábia. Já que existem tarefas que um ser não pode deixar de fazer, teremos então no cérebro uma recompensa, do mesmo modo que fazemos quando queremos recompensar alguém e damos uma moeda, carinho ou um salário. O cérebro nos dá a sensação subjetiva de prazer como recompensa. É o nosso próprio corpo dizendo a nós: “Olha, faça isso, que isso é realmente bom!”.
De uma maneira bem simples de se pensar, usa-se drogas para a obtenção de algum tipo de prazer. É uma forma relativamente fácil de obter um prazer que, na “natureza”, custaria muito. Esta aí o perigo das drogas. Elas dão extremo prazer ao usuário.
Com a freqüência de uso temos uma serie de acontecimentos como a tolerância (ter que usar maiores doses do que a inicial para proporcionar o mesmo efeito), a abstinência (quando não se usa a droga o sujeito é invadido de sensações desagradáveis) e também a compulsão (busca desenfreada pela droga, mesmo consciente do perigo de seu uso e abuso). O usuário passa então a buscar a droga para aliviar o desprazer. Situação bem estranha essa, não?
Deixando as definições de lado. Usamos drogas então para obter sensação de prazer e isso é comprovado por centenas de experimentos científicos lindos (quem tiver curiosidade me contate via e-mail). Usamos drogas também para evitar sensações de desprazer. O que fazer então?
Uma das sugestões é da OMS: A Organização Mundial de Saúde (OMS) reconhece que ações comunitárias podem efetivamente reduzir o consumo perigoso do álcool e outras drogas, de modo a reduzir a aceitabilidade do consumo abusivo destas no ambiente social e criando uma rede de informação sobre o risco do uso abusivo de tais substâncias. A OMS também informa os “10 fatos sobre a saúde adolescente” e entre eles temos que um quinto da população mundial é adolescente e 85% deles vivem em países em desenvolvimento, como o Brasil. Aproximadamente dois terços das mortes prematuras e um terço das doenças que afetem adultos estão associadas com condições ou comportamentos que começa na juventude, incluindo consumo de tabaco, falta de atividades físicas, sexo sem proteção e exposição a violência. Promover práticas saudáveis durante a adolescência poderá ocasionar uma vida mais longa e produtiva. A Organização ainda alerta para a grande quantidade de meninas grávidas, transmissão de doenças sexuais, má nutrição, doenças mentais (depressão, distúrbios alimentares, distúrbio do humor etc.) neste período, e dá direções para a prevenção de tais males por meio de ações comunitárias e culturais (http://www.who.int/).

Então, frente a esta contundente fonte de conhecimento, o que fazer?

1- Continuar fornecendo miséria cultural e sentimental, não apoiando e tratando como acessórias as questões e demandas culturais?

Ou

2- Fomentar e financiar ações populares em direção a atividades de lazer, cultura e entretenimento, como maneira de obtermos melhorias na qualidade de vida das pessoas?

Novamente, fico pensando por aqui.
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