DESEJO TUDO DE BOM! ALEGRIAS, FELICIDADES…


O Fim de ano vem chegando, as famílias se reúnem para comemorar um ano que se acaba, ou um ano que começa. Trocamos presentes, beijamos e abraçamos os colegas e parentes. Pessoas vestem branco na beira das praias, abrem bebidas, e gritam desejos de felicidades. Porque somos tão bons nos fins de ano?

Desejamos tudo de bom, alegrias, felicidades, paz e amor sempre! Mas será que desejamos isso realmente? Será que isso seria bom de se desejar a alguém? Só felicidade, só alegria e tranqüilidade na vida? Obviamente, fez se usual deste modo: Desejar coisas boas e pronto. Isso faz parte da superficialidade da vida cotidiana. Mas desejar tais coisas boas talvez fosse crueldade.

Imagine um ser que desde que nasceu foi feliz, teve todas suas necessidades supridas, nunca sofreu por algo ou alguém, sempre teve tudo logo que quis. Com razão sabe-se que este ser não existe, e acreditamos que um sofrimento de vez em quando até faz bem. É fundamental para o desenvolvimento da criança e, posteriormente do adulto, a frustração e o entendimento de que o mundo exige descobertas e ao mesmo tempo perdas e sofrimentos.

O bebe chora e obtém leite. Isso constitui uma fase primordial da comunicação do bebê com o mundo, numa fase descrita como desenvolvimento emocional primitivo por Winnicott, em que o bebê responde a estímulos internos de seu corpo para o mundo lá fora (sem saber disso, pois não sabe bem ao certo o que é “ele” e o que é o “mundo lá fora”). Exige do mundo externo que seu desejo seja satisfeito, e obtém isso da mãe. Uma “mãe suficientemente boa” (termo designado por Donald W. Winnicott) sabe, entre outras coisas, falhar. E é na falha que o desenvolvimento é permitido e incitado. Imaginando o mesmo bebê: Ele chora e a mãe não vem. Ora, ele começa a perceber que há um mundo lá fora e que nem sempre atenderá a suas expectativas. Ele começa a perceber a importância “do outro” na sua sobrevivência e a importância da comunicação satisfatória com este outro ser.

Baseado nisso, desejo a todos um ano suficientemente bom aos amigos leitores.

 

2 comentários

  1. aeee winnicott!!
    o bebê chora, a mãe não vem, coitadinho do bebê! hahaha
    a mãe dá a condição dele imaginar, de poder ver o mundo lá fora. invariavelmente o bebê só pode ver o que a mãe deixa.
    tomara que minha mãe me deixe ver um bom ano!
    um beijo pra vc!

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  2. é isso acara, muito bom este texto cada dia mais vc ta explorando os autores e os campos do conhecimento humano…
    parabéns mesmo
    vc é muito corajoso cara

    abração do daniel pergher

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