CHARLES DARWIN: UM DEMÔNIO DE 200 ANOS


Caricatura publicada na revista Hornet 1871: Darwin é retratado como um macaco.

São duas datas importantes que comemoramos este ano de 2009: a primeira diz respeito ao 200 anos de Charles Darwin (1809-1882) e a segunda é referente aos 150 anos desde a primeira publicação do livro “A Origem das Espécies” (1859). Darwin estudou Medicina sem concluir o curso todo e depois Teologia, mas se encantou mesmo com a História Natural (É bom observar que as carreiras modernas como Biologia, Psicologia, etc, não existiam ainda).

Em 1931, o grande aventureiro faz então uma viajem de aproximadamente 4 anos pela America do Sul, em que pode observar uma grande diversidade de organismo, fósseis e condições naturais. Foi o início de observações e conclusões lógicas que o levariam mais tarde a publicar o importante estudo que traria sua imortalidade.

Muito se fala sobre o impacto das idéias Darwinistas, que elas não são aceitas por grande parte da população, e que o Criacionismo esta sendo amplamente “divulgado”, sobretudo nos Estados Unidos. Mas afinal por que somos tão relutantes com relação às idéias de Darwin?
Provavelmente, alguém que ouve a palavra “Darwin” já pensa: “Nós viemos do macaco”. Partindo deste principio, há a rejeição automática de tal idéia porque os seres humanos são colocados como sinônimo de perfeição absoluta e não estão incluídos no reino animal, os humanos são algo entre os animais, vegetais e Deus (somo criados a imagem e semelhança de Deus). Aliás, quando você chama alguém de “animal”, isso soa como um xingamento, não é? Desse modo fica bem difícil de entender as idéias Darwinistas e muito fácil de aceitar e entender o Criacionismo (Tudo foi criado prontamente por um Criador). Darwin nos coloca o seguinte: (1) Todas as espécies descendem de um ancestral comum (2) as espécies evoluem por meio de seleção natural.

(1) Observe todo o seu braço, inclusive sua mão e seus dedos. Compare agora a pata de se cachorrinho. Você pode observar alguma semelhança? Obviamente que sim. Isso significa que existem estruturas bem semelhantes em espécies diferentes, e quando observamos seres mais simples, como um protozoário, ou uma alga, observamos menos semelhanças, mas mesmo assim elas existem. A semelhança mais comum é que quase tudo que é vivo possui DNA ou RNA, e os elementos básicos são sempre os mesmos. Se batermos separadamente uma samambaia em um liquidificador e um homem, e fizermos uma análise química, teremos basicamente os mesmo tipos de elementos. E isso não é apenas uma coincidência.

 

(2) Grupos de organismos de uma mesma espécie que se isolam em diferentes localidades por muito tempo (milhares de anos!) e em condições diferentes, podem se tornar espécies diferentes. Por exemplo: Depois de um jogo Flamengo e Corinthians, houve um acidente geológico (uma grande fenda no chão!) que separou os dois times junto com as duas torcidas. E desse modo, as duas torcidas e times ficaram impossibilitados de se encontrar novamente. Não só foram separados, mas submetidos a diferentes pressões ambientais. O Flamengo se encontrava em uma localidade inóspita, com pouco alimento, escassez de água. O Corinthians estava num local de clima ameno, muito alimento, etc. Muito tempo se passou e as duas torcidas se modificaram (mutações e recombinações genéticas ao acaso) de modo que se constituíram espécies diferentes. Quando por acaso se encontrarem novamente, não poderão gerar descendentes. As duas torcidas passaram por processos de seleção natural diferentes e se isolaram reprodutivamente.

O grande problema para o entendimento da teoria de Darwin é que nos parece que o “tempo que se passa” soa mais como uma varinha de condão que é utilizada no organismo. De repente, aquela Espécie A se transforma na Espécie B. Essa transformação se dá devido e milhares de anos de recombinações de genes e ocasionais mutações que levam gradativamente a modificações que se acumulam na história, resultando em uma espécie diferente.
Hoje essa teoria é aceita como fato científico, acumulando muitas evidências a seu favor. A opção de não acreditar vai de cada um. Há no mundo cientistas que utilizam a teoria Darwinista como ferramenta de trabalho em suas pesquisas e nem por isso deixam de acreditar em Deus e de ter uma visão Criacionista dos processos de criação do mundo. Mas a maioria que entendeu a teoria da evolução, teve seu sistema de crenças abalado por essa visão de mundo. O próprio Darwin sofreu com a constatação de que os organismos não eram seres perfeitos e imutáveis criados por Deus, e que o homem não representava toda a perfeição divina; sobretudo quando visitou o Brasil e observou que seres humanos eram escravizados.

As coisas mudam. Chegamos a acreditar que a terra era o centro do universo, e que o homem era o nível Máximo de perfeição e que agia exclusivamente pelos ditames da razão. Respectivamente, Nicolau Copérnico; Charles. Darwin e Sigmund Freud mudaram definitivamente a visão humana sobre certezas que são construídas pelo hábito, pela cultura. E de certo modo nos apaixonamos pelas certezas que temos, sobretudo as que dizem respeito a nos mesmos. Não largamos delas tão fácil…

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