MOSQUITO DA DENGUE, MOSQUITO DO CRACK…


Sim senhor!!

“A capital do país esta sendo tomado pelo crack”. Simples assim e sensacionalista assim. Bom, todos vemos as imagens associadas à essa droga: Pessoas como zumbis vivendo em função do uso, crimes, violência e sexo motivados pela pedrinha branca tão querida.

O Ministério da Saúde percebendo o problema se lança em mais uma campanha para informar seguindo o mote moderno dos bons governos: “Já que prender e bater não adianta, o que resta é informar”. Primeiramente, vamos analisar isso. Realmente a informação é o grande aliado contra o abuso das drogas, mas não o seu uso. A informação que se espera que o poder público forneça ao povo, não é aquela colocada em cartazes e folhetos explicando o que cada droga faz no organismo e que o “crack mata” e outras coisas desse tipo.

Informação na verdade, é aquilo que advém de um processo descente de educação desde cedo e como isso esta longe de acontecer, opta-se pela anti-educação, ou seja um condicionamento de quinta categoria (“Não faça isso!”, “Não faça aquilo!”; “Você pode morrer se fizer isso!”. Espera-se que um ser humano “normal”  tenha curiosidade pela vida, e experimente as coisas, prove novas sensações, conheça novos mundo e etc., sendo esta a base do empirismo Aristotélico na filosofia, que até hoje serve, de certa forma, de paradigma das ciências.

Olhando o material da campanha anti-crack do Ministério da Saúde vemos: “Nunca experimente crack. Ele causa dependência e mata”.

Primeiro problema da campanha; o crack não mata. O que mata é a compulsão de se administrar a droga, que ao longo do tempo pode levar a morte. A compulsão pode ser tratada, a curiosidade e a busca por situações e substâncias prazerosas não pode ser tratada, pois é parte de nossa natureza.

E é essa mudança de visão que necessitamos, pois ainda tratamos as drogas como se fossem doenças invasivas, como se a droga invadisse o corpo do sujeito e não é isso que acontece. Não podemos tratar o problema das drogas como se fosse um problema epidemiológico comum, como o mosquito da dengue. Acabar com o consumo das drogas, nesse ponto de vista, implica em extirpar parte de uma das melhores características humanas. Somos condenados a escolher, e isso ninguém vai mudar, nem as mais duras ditaduras pôde mudar essa condição humana.

Mas o mesmo Ministério acertou. Criou os Consultórios de Rua, que oferecem ações de promoção da saúde, cuidados básicos e redução de danos a pessoas que moram ou estão em situação de rua e são usuárias ou dependentes de álcool e drogas. O psiquiatra Antônio Nery foi feliz no comentário, e coloca que  “Os consultórios de rua atendem crianças e jovens na rua, não com intenção de salvá-los, e sim com intuito de levá-los a experimentar coisas novas e mostrar alternativas, conversando com eles onde eles vivem e ouvindo-os em sua dor” – esclareceu.

Vejo que finalmente o Governo Brasileiro deixa de lado a política proibicionista (que simplesmente volta seus recursos para o combate ao tráfico e consumo das drogas) e começa a experimentar políticas de redução de danos (que volta seus recursos para reduzir os danos causados pelo abuso, e até mesmo incentiva o uso racional e seguro).

1 comentário

  1. It’s a terrible thing When people lose control to Their Desires. Hopefully People Will Come To their sense’s, Before they Fail and hurt there Families and country.

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