PULSEIRAS DO SEXO SÃO AS NOVAS MARCAS DO DEMÔNIO


às vezes uma pulseira náo é apenas uma pulseira

Uma Garota de 13 anos com pulseira do sexo é estuprada por três rapazes menores de idade em março deste ano em Londrina-PR. Em abril, duas jovens de 14 anos com pulseiras do sexo são assassinadas em um motel em Manaus-AM. Quase ao mesmo tempo, a sociedade se mobiliza contra um novo vilão. Proibiram então o uso dessas pulseiras em escolas municipais do Rio de janeiro. Um projeto semelhante está em votação na Câmara Municipal de Ribeirão Preto e já está proibido o uso e venda em Taquaritinga, Sertãozinho e Londrina, onde ocorreu um dos crimes. A moda dessa pulseira começou na Inglaterra como um jogo: a usuária se dispõe a fazer o “carinho” de acordo com o significado da cor de cada argola, quando esta for arrebentada por alguém. A argola preta, por exemplo, seria indicativo de sexo com penetração.

Jovens brasileiros entrevistados pela mídia dizem que não utilizam estes adornos como parte do tal jogo do sexo, e que as pulseiras são apenas… “pulseirinhas”. Ao mesmo tempo, comunidades em redes sociais abarrotadas de jovens e crianças, se multiplicam. No Orkut, há dezenas de comunidades dedicadas às pulseiras. A maior delas tem mais de 150 mil participantes. Em todas há tópicos como “Qual a argolinha que você arrebentaria?”, nos mostrando claramente que há jogo sexual envolvido. E então a sociedade se mobiliza contra as pulseirinhas como se elas realmente fossem o problema a ser resolver. Mais uma vez no Brasil, vemos uma parede com rachaduras profundas e tentamos consertar a porta.

Vou ser bem didático desta vez. O que temos são jovens e crianças dispostas a fazer sexo, tirar fotos sensuais, divulgar seu corpo na internet e um desejo grande de ser celebridade (basta ver fotos e vídeos no internet desses jovens). Ora, tudo isso é claramente relacionado à principal fonte de cultura moderna, as mídias em geral (revistas, jornais, TV e internet), ou seja, fontes de informação com as quais as crianças e jovens lidam como lidávamos com nossa pipa, peão ou bola de gude. Os brinquedos modernos são, ao mesmo tempo, fontes de informação e largamente utilizados pelo marketing. Isso nos traz um problema. O velho problema manifestado por frases como: “não fale com estranhos” e “cuidado com o homem do saco”, frases que expressam a tentativa dos pais de controlarem o jovem que naturalmente vai e deve conhecer o mundo lá fora… fora das paredes de sua casa.

Acontece atualmente que a força da tradição familiar perde terreno para outra fonte de formação, controlada evidentemente pela mídia. E enquanto esses canais de mídia continuarem a ser comandados por crápulas, teremos imbecilidades sendo propagadas aos quatro cantos do Brasil, e influenciando e constituindo valores de cultura. O povo quer ver sexo fácil, valores falidos e outras bobagens na TV? Não creio que isso seja verdade absoluta. As pulseiras do sexo são símbolos de um jogo sexual, isso é fato. Mesmo que você veja na TV um garotinho comportado dizendo, que não usa mais as pulseiras porque “Vai que alguém estoura a pulseira e faz coisas comigo?” (como vi em um Jornal do canal SBT).

Podemos proibir o comércio e uso das pulseiras do sexo, mas enquanto o sexo for a maior mercadoria moderna e o maior valor para se medir a felicidade humana, estamos fadados a viver, no futuro, em uma sociedade de adultos que não tiveram infância, pela influência arrebatadora e precoce de valores adultos nesta fase.

Em alguns países Africanos, cortam o clitóris das mulheres. No Afeganistão, escondem o corpo das mulheres. Em ambos os casos, pressupõe-se que a mulher é portadora de uma espécie de magia demoníaca que necessita ser exorcizada, pela qual os homens se perturbam e caem no pecado da carne.

A mulher, portanto, precisa ser punida porque tem necessariamente pactos diabólicos e é dona de forças misteriosas que incitam o homem ao sexo. As pulseiras do sexo nos levam a este aspecto primitivo dessas culturas, que culpabilizam as mulheres por atos criminosos de homens psicóticos, como o estupro. Então, homens estupram e matam crianças, e se atribui tal fato à pulseiras coloridas de silicone. Como se as garotas fossem portadoras de uma peça demoníaca que incitou instintos sexuais nos “pobres homens”.

Para mim, isso é um retrocesso à idade média em pleno século XXI, em que a humanidade fez avanços significativos, mas trata de jogá-los no lixo todo dia.

Veja Aqui: Luiz Felipe Pondé

Fonte:  http://e-paulopes.blogspot.com

1 comentário

  1. Penso que seria engraçado – não fosse tão trágico – pensar que na grande parte das vezes esses ‘causos’ ocorrem, sobretudo, relacionados à algo sexual, à sexualidade. E cada vez mais, temos percebido. São vários os ‘pretextos’ que se encontram para que o humano “se liberte” das garras inibidoras da civilização e mostre seu “lado animal” para todos e para ele mesmo. Enfim, pode ser equivocado ou então até de mal gosto dizer isso, mas a sensação é de que as “crianças” (adolescentes e pré-adolescentes) cada vez mais cedo brincam com as descobertas desse admirável novo mundo (do sexo), enquanto que, para os “abomináveis” do velho mundo isso não passa de uma, digamos, brincadeira de gente-grande. No entanto mesmo pensando assim os “abomináveis” confundem um pouco as coisas, e querem literalmente comer vivas essas crianças, senão matá-las… que ironia. O que o Estado (governo) faz? Resposta (segundo seu texto): Começa a se mexer a fim de proibir as pulseiras. Interessante isso… que hipocrisia.

    Não demora muito proibirão também o uso daquelas várias pulseiras do Senhor do Bonfim da Bahia, que as pessoas quando viajam trazem de lembrança a seus parentes, por medo de que tais pessoas sejam confundidas com esses ‘aborrecentes’ (pois me parece que o governo coloca esses usuários da “pulseirinha do sexo” como os problemáticos, proibindo as pulseiras).

    É, talvez isso acontecerá, já que as pulseiras do Senhor do Bonfim são também de várias cores. Veja essa foto (abaixo): http://images.quebarato.com.br/photos/big/F/3/15ECF3_2.jpg

    Mas não, vai ver isso é pura viagem da minha cabeça. No entanto até pouquíssimo tempo atrás as “pulseirinhas” eram, sim, apenas pulseirinhas, fossem quais fossem e tivessem o nome que tivessem; do Bonfim, do sexo etc. Já nos dias de hoje, bom… Hoje se tornaram motivo (pretexto) de estupro, morte. Absurdo? Não, apenas demasiado humano.

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