Psicanálise & Ciências

A psicanálise e a neurociência

A Folha de São Paulo do dia 27 de setembro de 2011 lançou um especial interessante sobre a psicanálise. As novidades, termos técnicos, opiniões de gente que sabe o que fala e alguns alertas como o de Rosely Sayão, avisando que tem gente fazendo curso de psicanálise pela internet e se achando psicanalista de criança. Rosely coloca que muitas vezes os pais é que necessitam de uma boa psicanálise e não seus filhos. Concordo com ela em partes, uma vez que não acho perda de tempo se fazer psicanálise e nem um martírio. Ela se refere a cursos online de psicanálise que certificam psicanalistas a atenderem e, isso sim, acho um absurdo.

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PSICOSSOMÁTICA (6) – SIMBOLIZAÇÃO E CONSIDERAÇÕES FINAIS

Além de muitos relatos clínicos de profissionais que tratam de pacientes com câncer, uma série de estudos demonstra a possível relação entre diversos tipos de câncer com a existência de fatores psicológicos específicos (Blumberg et al.,1954), estresse (Stephenson et al., 1954), imagem corporal (Fisher et al., 1956), dinâmica familiar em crianças (Greene et al.,1958), perda significante não resolvida e inabilidade de expressar frustração e raiva e laços fracos de relacionamento (LeShan et al., 1966), padrões de separação e perda, depressão e sentidos de esperança e desesperança (Schmale et al., 1964), capacidade diminuída de descarga afetiva (Kissen, 1966) e conflitos emocionais reprimidos (Bahnson et al.,1966). (mais…)

PSICOSSOMÁTICA (5) – NOVOS CAMINHOS PARA O CÂNCER

Holland (2002) define a psico-oncologia como uma subespecialidade da oncologia que lida com duas dimensões psicológicas (1) as reações psicológicas do paciente com câncer e sua família em todos os estágios da doença e (2) os fatores psicológicos, sociais e comportamentais que contribuem para a causa e evolução da doença e a sobrevivência do paciente. (mais…)

PSICOSSOMÁTICA (4) – CÂNCER SOB PERSPECTIVA PSÍQUICA

No século XIX, como nos séculos antecedentes, o diagnóstico de câncer era visto como um equivalente à própria morte. Não havia causa ou cura e, revelar o diagnóstico para o paciente era considerado um ato cruel e desumano. Já no século XX a cirurgia do câncer foi progressivamente melhorada e procedimentos anestésicos foram desenvolvidos, sendo possível curar o câncer se houvesse um diagnóstico precoce e logo após sua retirada imediata antes que se espalhasse (Holland, 2002).

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PSICOSSOMÁTICA (3) – RAÍZES PSÍQUICAS DAS DOENÇAS?

É dificil estabelecer como se inicia um processo patológico

Os fundamentos da psicossomática como disciplina apoiam se sobre a teoria e prática psicanalítica de alguns contemporâneos de Freud como, Georg Walther Groddeck (1866–1934), o criador do termo “ID”, e Sándor Ferenczi (1873-1933), criador do termo “neurose de órgão”, depois retomado por Franz Alexander (Volich, 2000). No entanto, o movimento psicossomático consolidou-se em meados do século XX, sobretudo a partir da década de 30 em que psicanalistas europeus migraram para os EUA, sob ameaça da expansão do nazismo (Volich, 2000).

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PSICOSSOMÁTICA (2) – RAÍZES DA IDEIA

o grego Hipocrates

Continuando nossa tarefa colocada no artigo da semana passada: Embora a pesquisa em psicossomática tenha origem recente, ela se relaciona com um dos mais antigos problemas do pensamento cientifico: o problema mente-corpo (Alexander, 1942). O grego Hipócrates (460–370 a.C), considerado o fundador da medicina ocidental, pressupunha em sua compilação de 153 escritos – o Corpus Hippocraticum, muitas concepções filosóficas, etiológicas e terapêuticas que fundaram a medicina moderna, se opondo a visão comum de causas sobrenaturais das doenças e, ao mesmo tempo, considerando a psyché (alma, mente) como possuidora de uma função reguladora e, portanto, inseparável do corpo físico. A doença surge da desorganização de uma intrínseca organização biológica (Volich, 2000).

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PSICOSSOMÁTICA (1) considerações iniciais

A palavra “Psicossomática” pode parecer estranha para as pessoas que não estudam medicina ou psicologia. E lhes garanto que fica mais estranha ainda quando nos aprofundamos no assunto. O termo “psicossomática” foi registrado pela primeira vez no trabalho Störungen des Seelenlebens (Distúrbios da vida mental) de Johann Christian August Heinroth (1773–1843), médico nascido em Leipzig, Alemanha. A palavra volta a ser utilizada um século mais tarde por Félix Deutch (1894-1964), discípulo de Freud e o primeiro psicanalista que tentou considerar um tratamento psicanalítico para desordens somáticas. Embora a psicanálise tenha inaugurado um campo novo de práticas clínicas e conceitos teóricos que possibilitaram um tratamento diferente dos pacientes; a relação pessoal de Sigmund Freud com a psicossomática não parece muito bem definida.

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