Psicanalise

ENTREVISTA SOBRE REALITY SHOWS

Em tempos de ‘espiadelas’ por todos os lados, nada melhor que pensarmos sobre o efeito ou a razão disso. Explico. Ao buscar saber o que pensa e quais considerações seriam relevantes para um psicanalista acerca dos programas chamados “Reality Shows” (ex: Big Brother, A Fazenda, etc.), foi que resolvi elaborar uma pequena entrevista, a contar com a ajuda de um amigo, Bruno Maríncolo, para a formulação das perguntas em geral. Os apontamentos de um psicanalista sobre um assunto tão em voga, pensamos, são de grande importância para uma maior compreensão das diversas dinâmicas envolvidas em um jogo que mistura, além da vontade de ‘sobreviver ao próprio jogo’, outros sentimentos os mais humanos da parte de todos os participantes. E, principalmente, na medida em que estes que jamais foram vistos uns pelos outros anteriormente, agora têm que conviver num só e único ambiente – em geral, uma casa – tendo como principio básico para tal convivência (acredita-se!), a tolerância e o respeito. Mas chega de “BBB”, digo, “Blá Blá Blá”, e vamos às perguntas. O psicanalista convidado para a entrevista é Luis Fernando S. de Souza Pinto, que trabalha em Ribeirão Preto. Luis Fernando* é formado em Ciências Biológicas com mestrado em Psicobiologia pela USP-RP e formação em psicanálise pelo Núcleo Távola.

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DEPRESSÃO TÁ NA MODA

Os dias vão passando e você passa a perceber que não tem mais aquele ânimo que tinha antigamente. Isso é tristeza ou depressão? Isso é a rotinas da vida que faz com que tudo perca seu brilho inicial, e passa a incomodar pela sua mesmice? Enfim, quando somos arrebatados por essa sensação logo começamos a pensar em diversas razões para tentar explicar e entender tal condição. O fato é que quase nunca conseguimos explicação satisfatória. E aí então vamos ao médico.

Para o médico a depressão consiste em desarranjos da química em seu cérebro e isso precisa ser sanado com remédios (farmacoterapia). Muitos criticam os médicos por terem uma visão simplista das condições mentais de um indivíduo e de entupirem as pessoas de remédios, mas essa é a tarefa deles: tratar os pacientes com remédios e isso, bem ou mau, funciona. E é isso que esperamos dos médicos: que sejam rápidos e efetivos.

SUTIÃ AOS 6 ANOS?

Saiu na Folha de São Paulo do dia 7 de abril de 2011 a matéria bizarra intitulada “Sutiã aos 6 reabre polêmica da “adultização” de crianças”.

Depois das maquiagens e dos sapatos de salto, crianças ainda longe da pré-adolescência, na faixa dos seis anos, agora têm à disposição sutiãs com enchimento. Lojas de departamentos passaram a vender peças para meninas com bojos que imitam o formato dos seios (FSP, 7 abril 2011).

Na

mesma matéria há depoimento de mães que cederam a rea (mais…)

Sutiã aos 6 reabre polêmica da “adultização” de crianças

Pierre Duarte/Folhapress. Sutiã infantil com bojo à venda em loja de departamentos na rua da Consolação

São Paulo, quinta-feira, 07 de abril de 2011

de Ribeirão Preto Colaboração Para a Folha De São Paulo | Juliana Coissi, Chico Felitti E Vanessa Correa.

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Depois das maquiagens e dos sapatos de salto, crianças ainda longe da pré-adolescência, na faixa dos seis anos, agora têm à disposição sutiãs com enchimento.

Lojas de departamentos passaram a vender peças para meninas com bojos que imitam o formato dos seios, conforme revelou a coluna Mônica Bergamo ontem.

Fábricas de Franca, no interior paulista, afirmam que passaram a produzi-los a pedido de mães cujas filhas disseram querer imitá-las. (mais…)

HÁ COMO ENTENDER A MORTE?*

A notifica é recebida e nos minutos que seguem somos jogados para longe, somos jogados na parede. Sinto como se meu corpo se desfizesse, para entender melhor o que houve.

Sempre soubemos e não há coisa mais certa do que a morte. A ciência explica e entendemos muito bem que um ser humano dura em torno de 80 anos e após isso se decompõe. Seus compostos químicos voltam a ciclar na natureza e sua energia a fluir pelos ecossistemas. As religiões colocam, de muitas maneiras, cenários confortantes da vida após morte em que nossos queridos parentes ou amigos estão simplesmente bem.

Mas todas as explicações, científicas e religiosas, falham. O desespero e o nosso despreparo frente a um corpo morto no velório é solido como rocha, inexorável. Não há o que desfaça o sentimento de perda, não há nada mais certo, sério e inadmissível que a morte.  A mente não pode entender a morte, nem por meio da razão e nem pela emoção. (mais…)

SEXO, SEXUALIDADE E REPRESSÃO

“No meu tempo, as coisas eram diferentes”. Creio que, se você nasceu antes dos anos 70, já disse isso para alguém ou para si mesmo. Temos a impressão atualmente de que vivemos em uma época liberal, em que os desejos são plenamente realizáveis e que não há mais repressão das vontades humanas. Os regimes democráticos trazem a liberdade humana como o grande slogan… E acabamos acreditando nisso.

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PSICOSSOMÁTICA (4) – CÂNCER SOB PERSPECTIVA PSÍQUICA

No século XIX, como nos séculos antecedentes, o diagnóstico de câncer era visto como um equivalente à própria morte. Não havia causa ou cura e, revelar o diagnóstico para o paciente era considerado um ato cruel e desumano. Já no século XX a cirurgia do câncer foi progressivamente melhorada e procedimentos anestésicos foram desenvolvidos, sendo possível curar o câncer se houvesse um diagnóstico precoce e logo após sua retirada imediata antes que se espalhasse (Holland, 2002).

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