Violencia

Intermed: os fins justificam os meios?

“Os fins justificam os meios”. Essa é uma frase que representa o “maquiavelismo”, e quer significar que os governantes e outros poderes devem estar acima da ética e moral dominante para alcançar seus objetivos ou realizar seus planos.

Em Santa Rita do Passa Quatro (minha cidade natal) os governantes parecem pensar assim. Uma cidade é composta por diversos grupos que possuem diferentes interesses. Cabe ao governo municipal intermediar esse embate e propor uma saída. A mesma ladainha se repete: a Intermed traz em torno de 5000 estudantes que movimentam cerca de R$ 2 mi. Mas esse é apenas uma faceta do problema. Centenas de pessoas ficam sem dormir, não consegum trabalhou estudar em casa, se indignam com pessoas peladas nas ruas e etc.

ABUSO SEXUAL INFANTIL, YOUTUBE E O FUNK

busca no Google pelo termo "menina 14 anos"

18 de maio é a data em que Araceli Cabrera Crespo, de nove anos incompletos, desapareceu da escola onde estudava para nunca mais ser vista com vida. A menina foi estupidamente martirizada. Araceli foi espancada, estuprada, drogada e morta numa orgia de drogas e sexo. Seu corpo, o rosto principalmente, foi desfigurado com ácido. Seis dias depois do massacre, o corpo foi encontrado num terreno baldio, próximo ao centro da cidade de Vitória, Espírito Santo. Seu martírio significou tanto que esta data se transformou no “Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes”(www.censura.com.br).

COMO ENTENDER JAIR BOLSONARO?

 O conflito do homofóbico é que a homossexualidade deve ser eliminada do planeta porque a homossexualidade lhe é tentadora, convidativa e perturbante.

Jair Bolsonaro é um dos mais polêmicos deputados. Seja lá o que essa palavra “polêmico” signifique neste caso, creio que é melhor o rotularmos apenas disso visto a grande capacidade que esse senhor tem de promover discussões passadistas, irracionais e fantasiosas.


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MASSACRE NO RIO DEVE SER TRATADO COMO PROBLEMA DE EDUCAÇÃO NÃO DE SEGURANÇA PÚBLICA

Wellington Menezes, 24, gostava de cães e gatos, não se drogava, não tinha amigos, era virgem e puro

Parece que o Brasil foi colocado no mapa dos massacres em escolas que vem acontecendo há décadas no mundo. Depois da tragédia o pensamento humano segue no sentido de (1) explicar porque uma pessoa faz isso; (2) como evitar novos massacres. Vou tentar colocar esses dois pontos. E finalmente, uma pergunta que sempre me faço é: por que o ambiente escolhido é a escola? (mais…)

HÁ COMO ENTENDER A MORTE?*

A notifica é recebida e nos minutos que seguem somos jogados para longe, somos jogados na parede. Sinto como se meu corpo se desfizesse, para entender melhor o que houve.

Sempre soubemos e não há coisa mais certa do que a morte. A ciência explica e entendemos muito bem que um ser humano dura em torno de 80 anos e após isso se decompõe. Seus compostos químicos voltam a ciclar na natureza e sua energia a fluir pelos ecossistemas. As religiões colocam, de muitas maneiras, cenários confortantes da vida após morte em que nossos queridos parentes ou amigos estão simplesmente bem.

Mas todas as explicações, científicas e religiosas, falham. O desespero e o nosso despreparo frente a um corpo morto no velório é solido como rocha, inexorável. Não há o que desfaça o sentimento de perda, não há nada mais certo, sério e inadmissível que a morte.  A mente não pode entender a morte, nem por meio da razão e nem pela emoção. (mais…)

UPP: CRIANDO A ELITE DA TROPA DE ELITE

“Até o fim de 2010, creio que haverá condições logísticas de ocupar muitas comunidades. Mas como tenho repetido sempre que sou interpelado: ou a sociedade abraça e acolhe estas áreas ou nada vai mudar de fato. Portanto, a polícia faz um apelo: subam o morro, ele é da cidade.”

(José Mariano Beltrame, Secretário de Segurança do Rio de Janeiro, 10/9/2009)

“E viveram felizes para sempre…” Essa frase finaliza muitas das histórias que ouvimos desde criança, mesmo de maneira implícita, em um “happy end” de uma comédia romântica. A revista Época (edição de 27/11/2010) coloca em letras garrafais “Vamos Vencer o Tráfico” e a caveira que simboliza o Batalhão de Operações Especiais (BOPE). A dupla dinâmica do Programa Fantástico (28/11), Zeca Camargo e Patrícia Poeta, e seu comentários dominicais dilacerantes, colocam que a casa de um dos chefões do tráfico “tinha até banheira de hidromassagem”, que de acordo com os apresentadores, “Isso é muito luxo.” (mais…)

NA PORRADA.

A dor educa?

A maioria dos brasileiros já apanhou dos pais, já bateu nos filhos e é contra o projeto de lei do governo federal que proíbe palmadas, beliscões e castigos físicos em crianças, conforme pesquisa feita pelo Datafolha, publicada nesta segunda-feira (26/7) pela Folha de São Paulo.

E então aparecem pessoas dizendo: – “Eu apanhei quando pequeno e estou aqui: Feliz e saudável. Esta lei é um absurdo.” Depoimento no mínimo superficial. O sujeito considera a sua experiência própria como parâmetro da realidade. Pergunto às pessoas que têm esse tipo de discurso: Como seria se você não tivesse apanhado de seus pais, mesmo que pouco ou de leve? Como seria se você tivesse sido educado de outra forma? Impossível de responder. Mas temos pistas.